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sábado, 26 de dezembro de 2015



domingo, 13 de dezembro de 2015

Eva Wilma diz que botox 'deforma' e conta que quase desistiu de 'Verdades'


Eva Wilma diz que botox 'deforma' e conta que quase desistiu de 'Verdades'



Eva Wilma, 81, está "tentando superar o sábado". Após o susto de acordar no último dia 5 com a notícia da morte da também atriz Marília Pêra, 72, ela passou a manhã dando entrevistas sobre a colega de profissão. "Quando consegui parar era uma hora. Eu sentei e chorei."
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"Mas nós estamos vivos", afirma ela, encerrando o assunto na conversa com o repórter Joelmir Tavares, na tarde de terça (8). Eva está de férias, mas não para quieta. Frequenta o teatro para ver a atuação de amigos como Tarcísio Meira, vai às estreias no cinema e tem compromisso dali a pouco: sair de casa, no Itaim Bibi (zona oeste de SP), para ir ao lançamento do novo livro da atriz Bruna Lombardi, na avenida Paulista.
No jardim do prédio onde mora há 35 anos, conta que tem "dois passarinhos voando" –são peças que pretende fazer. Sente-se na flor da idade. "Passou" e-mail para a família chamando para sua festa de aniversário, neste domingo (13). Primeiro "aperitivinhos em casa", depois "pizza com um bom vinho no anexo", um restaurante ao lado do qual é cliente assídua.
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Com pouca intimidade com o computador e avessa a redes sociais, ela descobriu há alguns meses o WhatsApp. "É uma mão na roda." Já na sala do apartamento, onde um relógio de parede soa a cada hora, abre o aplicativo de mensagens no iPhone e chama Pedro Carlão, 44, o taxista de confiança que já virou quase motorista particular. "Se a gente chegar muito cedo não tem problema. Curtimos um pouco a livraria."
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Eva, que ama livros e não abre mão de ler jornais diariamente, anda "estarrecida" com o noticiário. "É uma briga de foice entre PT e PMDB. Só isso. E não sei qual dos dois é pior", afirma ela, que se diz apartidária. "Mas não acho legal um partido se perpetuar no poder. Começa a desaparecer a democracia, né?"
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Artista que combateu a ditadura, ela acredita que pedir a volta dos militares "é coisa de gente ruim da cabeça, sem consciência política". "Mas ao mesmo tempo é tão difícil encontrar integridade, vencer essa corrupção. No momento tô desesperada."
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Para seguir o papo, a atriz –que para os amigos é a Vivinha– toma um gole da água servida por sua acompanhante, Diana da Silva, 41. A pernambucana há dois anos segue a artista para lá e para cá. E se espantou ao ir com ela às gravações de "Verdades Secretas", novela da Globo encerrada em setembro: "Os atores repetem a mesma coisa várias vezes. Tem que gostar muito do que faz", diz Diana.
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Eva gosta. "Sou apaixonada! Quando você tem paixão, é muito prazeroso fazer o trabalho. Não penso em parar."
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Mas paixão às vezes esbarra em empecilhos. Ela quase desistiu de "Verdades" no início porque fraturou uma vértebra da coluna após tropeçar no degrau do elevador de um teatro e cair. Achou que fosse "enlouquecer" de dor. "Na primeira semana de gravação, pensei: vou sair. Mas baixou a Mulher Maravilha [risos] e eu disse: não saio." Curou-se em dois meses.
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A veterana, que acredita que "não existem pequenos papéis, mas pequenas interpretações", foi elogiada por sua participação. "A coitada da Fábia", como descreve a alcoólatra solitária, era uma personagem secundária na história. Na Globo, Eva é "da turminha que tem contrato a longo prazo". Nos palcos, sua peça mais recente, "Azul Resplendor", encerrou em janeiro temporada de dois anos.
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Viúva desde 2002 do também ator Carlos Zara, ela diz que aprendeu a conviver com os percalços e as perdas. Mesmo no caso de uma ausência "incomensurável e dolorosa como a de um companheiro de vida por 25 anos equivalentes a 60, porque era uma relação muito intensa".
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Postura que, diz, tem a ver com sabedoria e maturidade. E faz cena: "Dependendo da cabeça, a pessoa pode ficar a vida inteira: 'Ai, meu Deus', 'Ai, me dói tanto aqui'", dramatiza, fraquejando a voz e colocando as mãos nas costas. "Tem que ter cabeça boa. E pra isso tem que ter paixão pelo trabalho."
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Alimenta o espírito também de pequenas coisas -ouvir o hino nacional cantado pelos alunos da escola em frente de sua casa, andar pelo bairro para ir à musculação na academia, curtir os dois filhos e os netos (cinco, de idades entre nove e 29 anos).
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Tão natural quanto aceitar as rugas. "Não tenho vontade dessa história de botox, acho que deforma o rosto." Diz que fez apenas uma correção no nariz muitos anos atrás e um pequeno lifting há uns 20 anos. Vai desfiandohistórias da carreira de 61 anos, até que o celular apita. É o taxista avisando que chegou.
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Eva chama Diana, pega a bolsa e sai andando com passos lentos, mas determinados. No hall do elevador, mostra o prêmio de melhor atriz que ganhou da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) em 1973, pelospapéis das gêmeas Ruth e Raquel na novela "Mulheres de Areia".
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"Ô Pedro, não vai levar meu amarelinho!", brinca ao avistar o taxista na garagem. O "amarelinho" é o carro dela, que a atriz dirige principalmente aos fins de semana.
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Já no caminho, o táxi topa com um congestionamento. O motorista relembra as manifestações do dia anterior, dos estudantes que ocupam as escolas contra a reorganização proposta pelo governo do Estado. Eles fecharam o trânsito em vias da capital para protestar. Eva quer compreender por que os alunos continuam acampados.
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"Entendi a luta deles, mas vão ficar até o ano que vem? Chega uma hora que vira ato de heroísmo só. Agora tem que esperar conversar sobre o assunto, dialogar bem", diz ela, olhando através do vidro.
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A atriz salta do táxi no Conjunto Nacional e toma o mesmo elevador em que um empregado da Livraria Cultura transporta um carrinho com livros infantis. "Oba! Vamos escolher um", brinca ela.
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No burburinho do lançamento, outro funcionário ajuda a abrir o caminho entre as pessoas. Uma mulher chega para pedir uma foto. Eva, que detesta selfies ("A gente sai torto, sem luz, às vezes com um baita narigão"), sugere que seja dali a pouco. As pessoas na fila olham para a atriz e cochicham. Um moço lhe fala: "Sua maravilhosa".
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Bruna Lombardi se empolga ao vê-la: "Vivinha, meu amor!". Eva pega o autógrafo e posa para as câmeras. Na direção da saída, pede calma a um rapaz que se enfia na frente e quase empurra outro que posa ao lado dela. Antes de entrar no carro, deixa uma dedicatória ao repórter no livro de Bruna, desenha ao lado o esboço de um bonequinho sorridente e se despede. É Vivinha que segue. 



















http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2015/12/1718123-eva-wilma-conta-que-quase-desistiu-de-verdades-e-diz-que-botox-deforma.shtml

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Eva Wilma e Tarcísio Meira

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Eva Wilma fala sobre relação com Marília Pêra: "Vou amá-la para sempre"

5/12/2015 às 11h56 (Atualizado em 5/12/2015 às 13h04)

Eva Wilma fala sobre relação com Marília Pêra: "Vou amá-la para sempre"

Atriz morreu aos 72 anos na manhã deste sábado (5) no Rio de Janeiro
Eva Wilma guarda uma lembrança com muita admiração por MaríliaEduardo Enomoto/R7
morte de Marília Pêra deixou o Brasil mais triste neste sábado (5). A atriz, que sofria com câncer havia dois anos, morreu em casa, ao lado da família, no Rio de Janeiro. 
Em conversa com o R7, a atriz Eva Wilma, que conhecia Marília há muitos anos, relembrou sua relação com a atriz.

— Era exemplo de talento, alegria, humor. Estará para sempre no coração do público brasileiro. Estará sempre viva no coração de todos.

O último encontro das atrizes foi no teatro e, mais uma vez, o carinho de Marília com o público impressionou Eva.

— Ela estava na porta do teatro, recebendo a todos com muito carinho. A Marília era exemplo de talento, dedicação, disciplina e amor pelo público. Vou amá-la para sempre.

Eva Wilma era fã de carteirinha de Marília e não perdia um episódio de Pé na Cova, último trabalho da atriz na TV, apenas para vê-la em ação.

— A criação da Darlene [personagem de Pé na Cova] foi primorosa, cheia de humor, inesquecível.

Para Wilma, a imagem de Marília no desfile da Mocidade Alegre, em homenagem a ela, é a que fica na memória.

— Mesmo fragilizada, estava tão feliz, tão alegre. Radiante.
Apesar de lutar contra um câncer nos últimos anos, a atriz nunca deixou de trabalhar totalmente, tanto que está no ar no momento no seriado Pé na Cova, último trabalho dela na TV. Além das novelas, minisséries e filmes, era considerada uma das divas do teatro brasileiro, protagonizando espetáculos e musicais. 

sábado, 24 de outubro de 2015

'É emocionante para qualquer artista se apresentar no Teatro Amazonas', diz Eva Wilma


'É emocionante para qualquer artista se apresentar no Teatro Amazonas', diz Eva Wilma

Em entrevista ao Portal Amazônia, a atriz de 81 anos fala sobre o espetáculo que apresenta em Manaus

MANAUS - Quem nunca escutou as expressões 'Well' e 'Stop, viu bichin'? Quem nunca ouviu o nome imponente de Maria Altiva Pedreira de Mendonça e Albuquerque? Falamos de um dos ícones da teledramatúrgia brasileira, Eva Wilma, responsável por personagens inesquecíveis. A atriz de 81 anos fala ao Portal Amazônia sobre o espetáculo Azul Resplendor', que apresenta no Teatro Amazonas neste fim de semana.
Os bastidores do teatro ganham uma visão bem humorada na peça do peruano Eduardo Adrianzén. A montagem estreou em outubro de 2013 e seguiu durante dois anos por várias capitais brasileiras. "Já haviamos terminado a turnê e ficamos frustrados por não conseguir fazer apresentações no Norte. Então, levamos o espetáculo correndo. Ficamos muito felizes pelo convite ainda mais quando soubemos que as sessões aconteceriam durante o aniversário de Manaus", disse. 
Para Eva, o espetáculo mostra uma faceta divertida do teatro. O enredo traz a história de Blanca (Eva Wilma), uma atriz frustada que recebe um convite para participar do projeto escrito por Tito (Pedro Paulo Rangel). Ela só aceita com uma condição: que o diretor seja um profissional de renome. Tito decide contratar Antônio Balanguer (Dalton Vigh) que tem como assistente Glória Campos (Lucina Borghi). Os atores Luciana Brites e Felipe Guerra completam o elenco. 
Elenco de peça 'Azul Resplendor'. Foto: Divulgação
Com 62 anos de carreira artística, a atriz garante que o público vai se divertir com as situações apresentadas na peça de 1h30. "A personagem não tem nada a ver comigo (risos), a não ser pelo tempo de carreira. O texto de Eduardo (Adrianzén) é maravilhoso, porque aborda os bastidores do teatro de forma engraçada e dinâmica", afirmou a artista. 

Atriz encarna uma diva em decadência. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Experiência e sucesso

"Entre todos os personagens que interpretei, a Maria Altiva foi, sem dúvidas, o mais querido pelo público. Meu último trabalho também é bem significativo [Fábia em Verdades Secretas], porque tratou sobre o vício [alcoolismo] na terceira idade", revelou Eva. A atriz iniciou a carreira artística no corpo de balé de Maria Olenewa, aos 9 anos. Ao longo da carreira participou de 22 filmes e cerca de 40 trabalhos na televisão, além de contar os espetáculos teatrais. 
Essa não é a primeira apresentação de Eva no Teatro Amazonas. Em 1949, a atriz viajou por todo país se apresentando com o balé de Maria Olenewa. "Éramos cerca de 20 bailarinos com um repertório intenso e realizamos espetáculos por todas as cidades costeiras do Brasil. É emocionante para qualquer artista apresentar um projeto no palco do Teatro Amazonas, um dos mais belos do país", afirmou Eva. 
Sessões

Nesta sexta-feira (23), a partir das 19h, o espetáculo 'Azul Resplendor' será apresentado gratuitamente no Centro Convivência da Família Padre Pedro Vignola, localizado na rua Gandú, 119, Nova Cidade. Já no Teatro Amazonas, as apresentações acontecem sábado (24), às 20h, domingo (25), às 19h e segunda-feira (26), às 20h. Os ingressos custam R$ 20.