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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Eva Wilma retorna à Piracicaba com Azul Resplendor

CULTURA - 22/11/2013 11h22

Eva Wilma retorna à Piracicaba com Azul Resplendor

Depois de cinco anos de sua última vinda à Piracicaba, a atriz que marcou suas mãos no Teatro Dr. Losso Netto retorna aos palcos piracicabanos com um espetáculo que celebra seus 60 anos de carreira. Eva Wilma é a protagonista do espetáculo Azul Resplendor, que ainda traz no elenco nomes de peso como Pedro Paulo Rangel e Dalton Vigh. Com patrocínio cultural da Raízen, a obra escrita pelo peruano Eduardo Adriazén será apresentada sexta-feira (22/11) e sábado (23/11), às 21h, no Teatro do Engenho. Quinta-feira (21/11) a tarde a atriz esteve na cidade e conheceu a sede da empresa patrocinadora acompanhada da diretoria, funcionários, além da equipe da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural) e Jornal de Piracicaba

Prestes a completar 80 anos, Eva não descansa de trabalhos e novos projetos, além disso admite que foi levada a celebrar suas seis décadas de carreira pelos companheiros de teatro. “Não queria comentar sobre isso, mas não teve jeito. Resolveram festejar e esta comemoração foi à minha revelia”, disse em tom de brincadeira. 

Todos destacaram a importância de espetáculos do eixo Rio-São Paulo circularem por cidades do interior. Eva expressou- se satisfeita em poder viajar com a peça. “Eu comecei a circular por diversas cidades do país na década de 1970. É muito gratificante poder conhecer os locais e trazer os espetáculos”, afirmou. Para o vice-presidente da Raízen, Pedro Mizutani, sustentabilidade significa mais que economia. “Esta palavra também está ligada com questões ambientais e sociais. Nossa iniciativa de apoiar a cultura caminha neste sentido, sempre buscando proporcionar eventos de qualidade aos piracicabanos e a comunidade onde a empresa está instalada”, disse.

Sobre Azul Resplendor, Eva falou que estava com outros projetos em mente quando o diretor Elcio Nogueira Seixas lhe apresentou o texto. “Ele bateu na porta e me entregou em mãos. Na época eu estava com um outro projeto, que pretendo retomar, mas mesmo assim li o texto no mesmo dia. Fiquei muito emocionada e fui conquistada no mesmo momento, não sabia se ria ou chorava”, afirmou. A atriz contou que o espetáculo apresenta diferentes perspectivas do mundo do teatro, sobre os primas de diversos personagens. “O papel que interpreto é de uma atriz que decidiu se aposentar e está muito amargurada. Ela é convencida por um colega de profissão a voltar aos palcos e partir deste ponto a história se desenvolve, trazendo à cena um diretor que acredita ser um deus, atores inexperientes e todo o universo dos bastidores do teatro”, relatou. 

SERVIÇO — Espetáculo Azul Resplendor, sexta-feira (22/11) e sábado (23/11), às 21h, no Teatro do Engenho (avenida Maurice Allain, 454). Classificação: 14 anos. Ingressos: R$ 40 (meia entrada) e R$ 80 (inteira). Informações: (19) 3413-8526.

http://m.jornaldepiracicaba.com.br/mobile/noticia.php?id=5331
Reportagem: Naiara Lima

Fui queimada na fogueira quando me separei', revela Eva Wilma

Damas da TV

'Fui queimada na fogueira quando me separei', revela Eva Wilma

DIVULGAÇÃO/VIVA
A atriz Eva Wilma em gravação do programa Damas da TV, que irá ao ar na próxima quarta (11) no Viva
Por REDAÇÃO, em 04/12/2013 · Atualizado às 18h18
Prestes a completar 80 anos, a atriz Eva Wilma será homenageada no programa Damas da TV, do canal pago Viva. A gravação irá ao ar na próxima quarta-feira (11), às 21h.
No programa, que traz depoimentos de grandes atrizes da televisão brasileira, Eva Wilma revelou histórias de seus relacionamentos com os atores John Herbert (1929–2011) e Carlos Zara (1930–2002).
"Quando me separei, fui queimada na fogueira, mas saí ilesa", declara Eva Wilma sobre o casamento com John Herbert. O casal protagonizou a série Alô Doçura, na Tupi, entre 1953 e 1964. A separação, em 1976, gerou repercussão negativa para a atriz, que tinha se envolvido com Carlos Zara na novela Mulheres de Areia (1973), também na extinta emissora.
A Lei do Divórcio no Brasil só foi aprovada no ano seguinte, em 1977. 
"Enfrentei um grande escândalo. Mas saí ilesa, depois de quatro anos, para uma nova vida, um novo casamento", afirma Eva Wilma sobre Carlos Zara. "Antônio Carlos Zarattini era o nome dele. Uma grande parceria, um grande amor", recorda a atriz.
No programa Damas da TV, Eva Wilma também relembrou as parcerias com atores, diretores e autores que fizeram parte dos 60 anos de carreira da atriz no teatro, cinema e na televisão.

http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/celebridades/fui-queimada-na-fogueira-quando-me-separei-revela-eva-wilma-1382


Eva Wilma lembra seus 60 anos de carreira em série na TV paga

Prestes a completar 80 anos, no próximo sábado, Eva Wilma ganha homenagem com a exibição do episódio em que fala sobre sua carreira no "Damas da TV", no Viva. A série reúne depoimentos de atrizes com mais de 40 anos de trabalho na televisão
Eva Wilma, que já tem seis décadas de experiência, lembra alguns de seus desafios mais marcantes, como a novela "Indomada" (1997), de Aguinaldo Silva, na qual interpretou uma vilã.
Divulgação
A atriz Eva Wilma em entrevista ao programa 'Damas da TV', do canal Viva
A atriz Eva Wilma em entrevista ao programa 'Damas da TV', do canal Viva
"Deitei e rolei nas cenas que ele me deu de presente", diz a atriz, que até cita algumas falas de sua personagem, Maria Altiva Pedreira de Mendonça e Albuquerque.
De seus primeiros trabalhos, fala de "Prisioneiros de um Sonho" (1965), na TV Record, em que fez três papéis. "Lembro quando o Roberto Freire [autor] me disse: 'Estou trazendo um menino novo aí, que eu sinto que tem muito talento'. Era o Chico Buarque, que compôs uma música para uma das cenas."
Eva Wilma acredita que a tendências das novelas é contar a trama sob a ótica dos jovens. "Acho que é a fórmula", diz. "A gente vira a azeitoninha do empadão", diz, referindo-se aos veteranos.
NA TV
Damas da TV
Episódio com Eva Wilma
QUANDO hoje, às 21h, no Viva
CLASSIFICAÇÃO livre

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/12/1383539-eva-wilma-lembra-seus-60-anos-de-carreira-em-serie-na-tv-paga.shtml

Aniversário 80 anos




































Da Redação
Foto: Divulgação
Neste final de semana (14 e 15) o Teatro Lauro Gomes, em São Bernardo, recebe uma importante montagem, Azul Resplendor, com Eva Wilma. A atriz, que divide o palco com outras duas feras, Pedro Paulo Rangel e Dalton Vigh, comemora 80 anos de idade e 60 de carreira. A comédia dramática trata das relações complexas dos artistas durante a criação do espetáculo e mostra o que acontece nos bastidores, fora dos holofotes, a vida do ator antes e depois do palco, o mundo das artes cênicas.
O texto é rico e traz dois artistas veteranos, dois artistas que já têm uma boa caminhada e dois jovens. "Fiquei apaixonada quando li a história. A peça traz o mundo das artes cênicas", comenta. Eva Wilma diz que é uma alegria trabalhar tanto tempo no teatro. "Para mim tantas coisas aconteceram nesse tempo, o mais importante é estar trabalhando até hoje", relata ao destacar papéis importantes ao longo da carreira em peças como Black-Out, as minisséries Mulher e A Indomada.
O grande marco, porém, na trajetória da atriz foi a novela Mulheres de Areia, exibida pela TV Tupi, em 1973, quando Eva Wilma protagonizou a primeira versão ao interpretar as gêmeas Ruth e Raquel. "Comecei em 1953 com os três veículos: cinema, tv e teatro. Isso foi uma escola para mim, parei minha carreira de bailarina e entrei nesse meio e não saí mais", lembra a atriz.
Sobre Blanca Estela, seu papel em Azul Resplendor, Eva Wilma afirma que a mensagem no geral é importante. "Acho que não só meu papel como toda a peça traz o humor crítico junto com a poesia, essa mistura faz o público dar risada", acredita. Pela primeira vez no ABC, a atriz conta que Azul Resplendor é um trabalho feito com muito amor, divertimento e emoção. "Quem assistir vai entender o mundo das artes cênicas", ressalta.
Azul Resplendor está há cinco meses em cartaz e há apenas três em São Paulo. "Iniciamos dia 20 de julho, fizemos uma turnê nacional, e estreamos mês que vem no Rio de Janeiro", relata André Mello, produtor da peça. Sobre a questão de o espetáculo ser o maior na atualidade, Mello coloca a responsabilidade para as estrelas. "Acho que é considerado assim, pelo fato de temos três atores globais, algo muito difícil hoje. Sempre lotamos por onde passamos, e dessa vez não vai ser diferente", acredita.

Serviço

Local - Teatro Lauro Gomes - rua Helena Jacquey, 171, São Bernardo.
Quando - sábado (14), às 21h, e no domingo (15), às 19h.
Ingressos - R$ 35 a R$ 70. 
Vendas online - www.bilheteriaexpress.com.br

http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/435853/eva-wilma-encena-em-sao-bernardo/

Eva Wilma comemora 80 anos de vida e 60 de carreira e afirma ter aprendido a ‘conviver com a velhice

Eva Wilma comemora 80 anos de vida e 60 de carreira e afirma ter aprendido a ‘conviver com a 

MÁRCIA ABOS
Publicado:

A atriz em seu apartamento, em São Paulo
Foto: Michel Filho
A atriz em seu apartamento, em São Paulo Michel Filho
SÃO PAULO - Um retrato de uma pequena bailarina, na ponta dos pés, sorridente, traz como dedicatória aos pais: “Esperando ser brilhante em minha carreira, deixo aqui uma recordação do início desta. Eva Wilma Riefle. 1942.” A menina, então com 9 anos, só não imaginava que em vez de bailarina seria atriz. Com 80 anos de vida completados hoje, e aos 60 de carreira, Eva Wilma, ou Vivinha, como é chamada por amigos, diverte-se lembrando da fotografia e chama de “cabotinismo” sua premonição acertada de infância. Em seis décadas da sonhada brilhante carreira, foram mais de 40 trabalhos na TV, 36 peças e 24 filmes.
O duplo aniversário é comemorado no palco, com “Azul resplendor”, texto do dramaturgo peruano Eduardo Adrianzén, dirigido por Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas. Eva interpreta Blanca Estela, dama do teatro que abandonou a carreira há 30 anos e decide voltar à ativa ao receber um convite de seu mais devotado fã, o ator frustrado Tito Tápia (Renato Borghi). Após temporada em São Paulo, o espetáculo estreia no Rio em 9 de janeiro, no Teatro Sesc Ginástico.
Atriz de personagens marcantes — das gêmeas Ruth e Raquel na versão original de “Mulheres de areia” (TV Tupi, 1974) à Dona Altiva, de “A indomada” (Globo, 1997) —, Eva diz não conseguir imaginar que papéis ainda quer representar. Sua personagem dos sonhos, afirma, é a que está fazendo agora, em “Azul resplendor”.
— O texto é apaixonante. Coloca em cena três gerações. Todos os personagens falam das artes cênicas com humor crítico — diz Eva, ponderando que o autor também trata da finitude da vida, tema que esteve presente em outros dois trabalhos marcantes no teatro: “O manifesto”, de Brian Clark, de 2007, e “Querida mamãe”, de Maria Adelaide Amaral, encenada em 1994.
É com leveza que a atriz reflete sobre a finitude da vida. Sem melancolia, Eva brinca que adora quando sai às ruas sem maquiagem e alguém diz que ela continua “bonitinha”. Ao mesmo tempo, sabe que a imagem é parte de seu ofício e conta ter se preparado com cuidado para receber O GLOBO em sua casa, em São Paulo:
— É preciso aceitar a velhice. O segredo para conviver com ela eu já meio que saquei: é conviver bem com as perdas e com as limitações.
Anos dourados
Diretor e colega de cena em “Azul resplendor”, Borghi lembra que Eva fez delicada operação no quadril em fevereiro. Em maio já estava ensaiando, de bengala. É o primeiro trabalho dos dois, mas Borghi já acompanhava a atriz como espectador. Perdeu a conta de quantas vezes a viu em “Black out”, de 1967, dirigida por Antunes Filho.
— Eva é uma força da natureza, com grande disposição de trabalho e sensibilidade. Geralmente, estrelas têm espinhos. Eva, não — define Borghi.
A “disposição” de Eva foi traduzida, ao longo dos últimos 60 anos, em contratos no cinema, na TV e no teatro. Foi justamente a quantidade de portas abertas que encontrou como atriz que a fez desistir do antigo sonho de ser bailarina. Em 1953, já dançarina do Balé do IV Centenário, abriu mão da vaga de primeira estagiária da companhia para mudar definitivamente de ramo.
— Estávamos entrando nos anos dourados. A Vera Cruz surgia com muito brilho. Um dos meus pretendentes, formado em advocacia, já trabalhava como ator, estava filmando e me convidou para assistir. Fui lá, e me deram uma cena com uma falinha. Ao mesmo tempo, fui ver os ensaios do Teatro de Arena, do Zé Renato, e ele perguntou se eu queria experimentar. Experimentei, e ele falou: “Vai dar certo, viu?”. Era frequentadora do Teatro Brasileiro de Comédia e, depois das peças, ficava no Nick Bar, fingindo que tomava alguma coisa, para ver os atores. Um dia, o Renato Consorte disse que Cassiano Gabus Mendes precisava falar comigo. Era para fazer “Namorados de São Paulo”, que se transformou em “Alô doçura” — lembra Eva, sobre um dos primeiros seriados da TV brasileira, no qual contracenou com seu primeiro marido e pai de seus dois filhos, John Herbert.
A biógrafa da atriz, Edla van Steen, lembra que Eva e Herbert, já casados, foram à falência nos anos 1960, quando a peça “Rapazes da banda”, produzida por ele, foi proibida pela censura.
— Para pagar os salários de todos, não restou ao casal alternativa: vender sua casa e honrar os compromissos. Eva não se deixou abater. É de uma dedicação à toda prova. Depois que Carlos Zara, sua grande paixão (com quem foi casada entre 1979 e 2002), morreu, escrevi para ela um espetáculo, “Primeira pessoa” (2004), para que se despedisse do marido — conta Edla, lembrando que, certa noite, Eva mudou o texto e, em vez de dizer “adeus, amor, adeus”, soltou “adeus, amor, até breve”.
Para Luiz Fernando Carvalho, diretor de “Os maias”, Eva “ergueu um universo sempre emocionante e coerente com seu talento”:
— Ela depurou todos os seus sentidos e sua sensibilidade de atriz com o passar das experiências de vida, dos trabalhos, mas, principalmente, pelos ensinamentos que soube colher do tempo.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/eva-wilma-comemora-80-anos-de-vida-60-de-carreira-afirma-ter-aprendido-conviver-com-velhice-11065379#ixzz2oVm738wk 

Entrevista: Eva Wilma completa 80 anos de vida e seis décadas de arte

14/12/2013 12h00 - Atualizado em 14/12/2013 12h00

Entrevista: Eva Wilma completa 80 anos de vida e seis décadas de arte

Atriz relembra grandes momentos de uma trajetória dedicada aos palcos

Eva Wilma em cena de 'Azul Resplendor': atriz completa 80 anos neste sábado (Foto: João Caldas)Eva Wilma em cena de 'Azul Resplendor': atriz completa 80 anos neste sábado (Foto: João Caldas)
Ela é descendente de alemães, ucranianos e argentinos. Seus pais, talentosos no piano, sempre incentivaram sua veia artística. Por este motivo, Eva Wilma já sabia sua vocação aos 9 anos de idade. Começou sua carreira como bailarina clássica aos 14 e chegou a integrar o prestigiado corpo de balé do IV Centenário de São Paulo. Logo teve seus talentos de atuação descobertos e ingressou – simultaneamente – na televisão, no teatro e no cinema. Desde então, foram mais de 80 novelas e teleteatros; 40 espetáculos e 30 filmes. São 60 anos de uma bela carreira e 80 anos de uma vida dedicada à arte, completados no dia de hoje. (Assista abaixo à entrevista da atriz ao Jornal Hoje, sobre seus 60 anos de carreira)
 Nascida em 14 de dezembro de 1933, Eva é paulistana de sangue e carioca de coração. No início do ano que vem, é para o Rio de Janeiro que ela traz sua mais nova peça “Azul Resplendor”. Baseada no texto do peruano Eduardo Adrianzén, a montagem narra o encontro entre dois atores decadentes. Neste caso, a vida não imita a arte, pois, enquanto sua personagem está há 30 anos afastada dos palcos, Eva nem sequer pensa em parar. Confira entrevista exclusiva com a atriz:
O início
No meu livro biográfico da Coleção Aplauso (“Eva Wilma - Arte e Vida”, de Edla van Steen), tem uma foto de quando eu tinha 9 anos, vestia o famoso tutu de bailarina e estava na ponta dos pés. Nela, escrevi uma dedicatória um tanto quanto cabotina: “Esperando ser brilhante minha carreira, deixo aqui uma recordação do início desta”. Assinei meu nome todo e coloquei a data. Parece que eu estava tendo alguma premonição (risos)! Desde cedo, já estava convencida de que seguiria a carreira artística. Fiz cursos de piano, violão, canto e dança. Não fiz faculdade porque na época em que comecei meu trabalho de atriz não existiam escolas de arte dramática. Fui à luta já com 18 anos de idade e estou aí até hoje.
Eva Wilma aos 9 anos, vestida de bailarina (Foto: Divulgação/Coleção Aplauso)Eva Wilma aos 9 anos, vestida de bailarina
(Foto: Divulgação/Coleção Aplauso)
O amor pela arte
O que mais me atrai no meio artístico é o bom humor. Sempre fui “exibidinha”. Meu apelido foi dado pelo meu avô materno: Vivinha! Acho que já era assim desde que nasci. O humor é o que me motiva a trabalhar. A peça que faço agora, “Azul Resplendor”, fala justamente sobre isso. Ela brinca com a vida de atores de três gerações diferentes. Faz o público dar muita risada e se emocionar também!
A família
Meus pais foram meus orientadores e sempre tive total apoio em casa. Tenho dupla nacionalidade, pois meu pai era alemão. Ele era extremamente musical, tocava piano de ouvido e cantava muito bem! Minha mãe, nascida na Argentina, quase se formou pianista também. Ela tocava lendo a partitura e ele de ouvido. Recordo-me da minha adolescência, quando nós três nos revezávamos ao piano e cantávamos juntos as músicas do folclore alemão, argentino e brasileiro – este último, eu aprendia com a Inezita Barroso.
Pequena bailarina
O balé foi meu ingresso no mundo artístico. Minha formação musical é o que mais me ajudou na carreira de atriz. Sempre que estou representando, escuto uma música dentro de mim. Gosto de cantar, dançar e atuar até hoje.
Sempre sinto o frio na barriga, felizmente. Quando deixar de sentir, vou ter deixado de gostar do que estou fazendo. Representar é, apesar de toda a preparação, sempre um salto no escuro"
Eva Wilma
Nasce uma atriz
Minha primeira grande vitória artística foi passar em um exame muito difícil para o balé IV Centenário de São Paulo, em 1953. Lembro de estar aprendendo a coreografia de um clássico do Bach, “Passacaglia”, no palco do Teatro Municipal de São Paulo. Um dos meus “pretendentes” (risos), um rapaz muito charmoso que tinha acabado de sair da faculdade de direito, estava na plateia durante o meu ensaio. Ele era um dos figurantes da Companhia Cinematográfica Vera Cruz e me procurou durante o intervalo, quando eu estava indo beber água. Fez um convite para que eu fosse assistir às filmagens e, um dia, um daqueles mestres diretores italianos perguntou se eu não queria participar. Pronto! Fiz uma cena, simples figuração, mas tinha até uma fala. Depois fui assistir aos ensaios de Teatro de Arena e o José Renato, que trouxe o Arena para a América Latina, me convidou para experimentar. Deu certo! Até que atuar anda dando certo, por enquanto (risos).

Primeiro espetáculo
Foi um espetáculo de duas peças: uma era um Tennessee Williams, “O Demorado Adeus”; e a outra era Martins Pena, “Judas em Sábado de Aleluia”. Uma era comédia e a outra era drama. Por isso até hoje consigo passear entre estes dois gêneros muito bem. Mas o espetáculo que projetou o Teatro de Arena nacionalmente e inclusive propiciou a oportunidade de construir a sede que se mantém até hoje, o Teatro de Arena de Eugênio Kusnet, foi uma montagem chamada “Uma Mulher e Três Palhaços”. O elenco era composto pelo Sérgio Britto, o José Renato e o John Hebert e eu, que fazia ao papel de uma bailarina. Chegamos até mesmo a nos apresentar para o presidente, no Palácio do Catete.
Uma lembrança
O Sérgio Britto adorava contar essa história. Com este espetáculo, nos apresentamos em São José dos Campos, no até então Instituto Técnico de Aeronáutica – hoje, Espacial. Pegamos um aviãozinho da FAB que nos levou de São Paulo até lá para que fizéssemos a montagem para todos os estudantes. Os três atores entravam em cena antes de mim. Eu chegava por último dizendo a frase: “Bom dia, patrão! Quer representar comigo?”. Neste momento, achamos que tinha um avião descendo para o hangar de tanto barulho que começou. Era a moçada assoviando para a bailarina! Tivemos que esperar a bagunça acabar para continuarmos o espetáculo (risos) .
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Com Ednei Giovenazzi em 'Um Bonde Chamado Desejo' (Foto: Divulgação)Com Ednei Giovenazzi em 'Um Bonde Chamado
Desejo', de Tennessee Williams (Foto: Divulgação)
As diferentes mídias
Sou atriz e ponto. Tive o privilégio de começar em 1953 na televisão, no cinema e no teatro. Fiz as três mídias ao mesmo tempo e, desde então, venho equilibrando o trabalho em cada um delas. Gosto de todos os veículos. Porém, aprendi o ofício nos palcos, onde me apresentava ao vivo e de corpo inteiro. Descobri o que era ser atriz com o Teatro de Arena. Representávamos em todo tipo de lugar. Adoro representar na TV e no cinema, mas, de vez em quando, preciso de um tempo para voltar ao que chamo de escola. É o trabalho de corpo inteiro, ao vivo: cantar, dançar e representar. Jamais esqueci o único musical que fiz, chamado “Ó, que Delícia de Guerra”, em 1966. A temporada aconteceu no Teatro Ginástico, para onde volto agora com “Azul Resplendor”, a partir do dia 8 de janeiro.
Ponte aérea
Gosto de dizer que sou paulistoca ou cariolista – o que você preferir. Comecei a viajar em 1954, na época da TV ao Vivo. Por três ou quatro vezes morei no Rio de Janeiro, mas sempre acabava voltando para São Paulo por questões de raízes familiares. Primeiro, para cuidar dos meus filhos; depois, dos meus pais. Meu amor pelo Rio não precisa de explicações. Caramba, é a cidade maravilhosa! Mas hoje, nessa altura da minha vida, prefiro fugir dela nos meses de muito calor. Apesar de que, no ano que vem, estarei fazendo temporada no pior do verão carioca!
Trabalhos marcantes
Se você fizer uma pesquisa por público, independentemente da faixa etária, eles sabem dizer tanto quanto eu – talvez até melhor! Muita gente vai citar o seriado “Mulher”, a primeira versão de “Mulheres de Areia” (1973) ou “A Indomada” (2000). Quem vai decidir quais são meus papeis mais marcantes é o público. Claro que o grande público, apesar de gostar dos palcos, não frequenta tanto o teatro por conta do poder aquisitivo. Então, em relação às artes cênicas, sou julgada por um grupo mais restrito. Da mesma forma, acontece com o cinema, onde atuei em mais de 20 filmes – incluindo clássicos como “São Paulo, Sociedade Anônima” (1965) e “Cidade Ameaçada” (1960). Acho injusto citar um ou outro trabalho porque faço todos com a mesma intensidade e mesma vontade de acertar.
Como a inesquecível vilã Maria Altiva, da novela 'A Indomada'  (Foto: Divulgação)Como a vilã Maria Altiva, da novela 'A Indomada' (Foto: Divulgação)
‘Azul Resplendor’
Tenho uma fala na peça que mostra como as coisas se cruzam ao longo da nossa vida. Minha personagem, a Blanca Estela Ramírez, ouve pessoas comentando sobre como ela era uma estrela. Ao que ela rebate: “Mas eu não era só bonita, era também uma boa atriz” (risos). Percebe como tudo se cruza? Interpreto uma atriz! Nossa diferença é que a personagem largou a cena no auge da carreira e está parada há 30 anos. Peças que falam sobre o ofício de ator são sempre atraentes. E uma curiosidade: o autor é também professor de teledramaturgia e conhecia toda a minha carreira na televisão.
Nervosismo
Sempre sinto o frio na barriga, felizmente. Quando deixar de sentir, vou ter deixado de gostar do que estou fazendo. Representar é, apesar de toda a preparação, sempre um salto no escuro sem rede de segurança. É um mergulho bem profundo mesmo.
Planos
Existem mil autores que tenho vontade de interpretar. Principalmente brasileiros, felizmente. O que me motiva a aceitar um papel é, acima de tudo, a qualidade do texto. Depois, vêm outros fatores como a direção e o elenco. Não consigo pensar em um personagem que tenho vontade de interpretar porque, ao longo destes 60 anos de carreira, fiz todos os tipos possíveis. Mesmo assim, cada um deles ainda é novo pra mim.
Lições
Não costumo dar conselhos. Sou mais do tipo de bate-papo e troca muita ideia. Mas a lição que tirei ao longo deste tempo como atriz é que tudo vale a pena. Apesar de ter que ralar bastante, vale a pena até hoje. Aquela menina de 9 anos estava certa. Foi realmente um cabotinismo com certa premonição!
http://redeglobo.globo.com/globoteatro/bis/noticia/2013/12/entrevista-eva-wilma-completa-80-anos-de-vida-e-seis-decadas-de-arte.html

Missa Montenegro e Ramam 2013

Outra veterana que marcou presença foi Eva Wilma: "É o terceiro ano que venho. Completei 80 anos na semana passada e é uma grande responsabilidade. Tenho muito o que agradecer". 

http://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2013/12/fernanda-machado-e-mais-famosos-vao-missa-de-acao-de-gracas-no-rio.html


Azul Esplendor celebra 60 anos de carreira de Eva Wilma

Notícias

Azul Esplendor celebra 60 anos de carreira de Eva Wilma

Peça retrata o cenário teatral com personagens ícones de diversas gerações


publicado em 20-12-13
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Numa combinação entre humor ácido e delicadeza, Renato Borghi, Elcio Nogueira Seixas e Eduardo Adrianzén retratam os conflitos que acontecem na relação entre artistas de teatro, caracterizando figuras típicas, como a conhecida atriz dramática aposentada, o coadjuvante recalcado e o diretor arrogante e prepotente, no Sesc Ginástico, de 09/01 a 23/02, às 19h.
Blanca Estela (Eva Wilma) é uma grande dama do teatro afastada de seu ofício há mais de 30 anos. Inesperadamente, ela recebe a visita de seu mais devotado fã – Tito Tápia (Pedro Paulo Rangel), um ator sem nenhuma expressão que passou a maior parte de sua vida cuidando da mãe doente e fazendo “pontas” no teatro e na televisão.
Apesar de ter sido um dos maiores nomes do teatro, Blanca Estela alimenta um amargo desprezo pelo mundo do teatro, o que motivou sua aposentadoria precoce, mas a grande diva decide aceitar a proposta de Tito, desde que a peça seja dirigida por um nome de peso. Tito decide chamar o maior diretor teatral da atualidade: Antônio Balaguer (Dalton Vigh). Considerado um gênio e cercado por uma equipe que o idolatra, o badalado encenador promete surpreender o público montando “o espetáculo da década”.
Reunindo no mesmo palco grandes nomes do teatro de diferentes gerações, Azul Esplendor conta com a atuação de - além da dama Eva Wilma - Pedro Paulo Rangel, Dalton Vigh, Luciana Borghi, Lu Brites e Felipe Guerra. Imperdível, não é? Garanta já o seu ingresso e venha conferir de pertinho.
Em exposição
E pra deixar a comemoração ainda mais completa, ali pertinho, no Sesc Santa Luzia, você encontra uma exposição em homenagem à estrela da noite: Eva Wilma. Na mostra, registros da atriz desde os anos 1950 até 2013, além de fotos, cenas de seus trabalhos mais marcantes na TV e depoimentos de fãs e amigos. A entrada é franca, e você pode conferir de segunda a sexta, das 10h às 20h. Esperamos por você! :D
SERVIÇO
Azul Esplendor

Dias: 09/01 a 23/02
Horário: 19h
Local: Sesc Ginástico
Valores: quartas e quintas – R$10 (associados Sesc RJ), R$15 (estudantes e idosos) e R$30.
Horário: quarta a domingo, 19h; com exceção do dia 09/12, às 20h.
Sextas, sábados e domingos – R$15 (associados Sesc RJ), R$20 (estudantes e idosos) e R$40.
Classificação: 14 anos.
Exposição Eva Wilma – 60 anos de carreira
Dias: 09/01 a 23/02, de segunda a sexta
Horário: 10h às 20h
Local: Sesc Santa Luzia
Entrada Gratuita
Foto: João Caldas.
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Daniela Mercury e Eva Wilma são as convidadas do "Metrópoli

Daniela Mercury e Eva Wilma são as convidadas do "Metrópolis"

Cantora fala de seu livro de amor e a atriz comenta sobre seu espetáculo Azul Resplendor

  

Por: Panorama Brasil
São Paulo
Eva Wilma e Daniela Mercury participam do "Metrópolis"
Divulgação
Eva Wilma e Daniela Mercury participam do "Metrópolis"
cantora e compositora Daniela Mercury e a atriz Eva Wilma conversam sobre livro e teatro, no próximo "Metrópolis", da TV Cultura. A atração vai ao ar no domingo (11), às 20h30.
Com 60 anos de carreira e prestes a completar 80 de idade em dezembro, a atriz Eva Wilma volta aos palcos paulistanos com a peça Azul Resplendor, do peruano Eduardo Adrianzén. Ela explica que o espetáculo é ideia de seu produtor, André Melo, para uma dupla comemoração: os 80 anos de vida e a trajetória de sua carreira.
Eva Wilma conta que sua personagem, Blanca Estela, é uma dama do teatro afastada de seu ofício há mais de 30 anos. Ela retorna aos palcos movida pelo convite de um ator sem expressão, Tito Tápia, interpretado por Pedro Paulo Rangel.
Outra atração do programa é a cantora e compositora Daniela Mercury, que está em temporada com o  show Pelada, em São Paulo. Mas a conversa com a apresentadora Adriana Couto é em torno do livro, ainda sem nome, que a cantora está escrevendo em parceria com sua namorada, a jornalista Malu Verçosa. A publicação, que deve ser lançada ainda este ano, irá contar o ponto de vista de cada uma delas sobre o relacionamento. “As pessoas não entendem por que abri nossa relação para a mídia. Eu sempre fui livre. Quem nunca foi livre não sabe que estava na prisão. As pessoas têm medo de sair do padrão imposto pela sociedade. Eu nunca estive dentro desta caixinha. O amor é a grande revolução”, afirma Daniela.
Esta edição ainda exibe uma entrevista com Stephanie Mayorkis, diretora da T4F, empresa do mercado de entretenimento ao vivo na América do Sul.  Ela fala sobre dois grandes espetáculos em cartaz em São Paulo: O Rei Leão e Billy Elliot. O bate-papo também conta com as participações do ator Tiago Barbosa, que interpreta Simba em O Rei Leão, e Josi Lopes, que vive Nala no mesmo musical.
http://www.panoramabrasil.com.br/televisao/daniela-mercury-e-eva-wilma-sao-as-convidadas-do-metropolis-id112630.html

Betty Faria, Eva Wilma e mais veteranas se reúnem em festa de programa

Betty Faria, Eva Wilma e mais veteranas se reúnem em festa de programa

Irene Ravache, Nathalia Timberg, Laura Cardoso, Yoná Magalhães, Maria Rosa, Aracy Balabanian, Maria Padilha e Rosamaria Murtinho também estiveram em evento de 'Damas da TV', do canal Viva

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Laura Cardoso, Yoná Magalhães, Eva Wilma e Betty Faria (Foto: Alex Palarea/AgNews)
Um evento reuniu, na noite desta segunda-feira (12), diversas famosas no Espaço Victoria, no Jockey Clube do Rio de Janeiro, no bairro da Gávea. Porém, ao invés de looks justos e colados de atrizes da nova geração, a experiência foi o grande atrativo da festa.
O coquetel de lançamento do programa Damas da TV, do canal Viva, levou diversas veteranas até o local. Para celebrar os 50 anos da telenovela no Brasil, a nova atração do canal vai, a cada semana, entrevistar uma atriz de longa data nas telinhas do país.
Nomes como Eva WilmaBetty FariaMaria RosaRosamaria Murtinho (no ar como Tamara, em Amor à Vida), Aracy Balabanian (atualmente em Saramandaia), Irene Ravache,Yoná Magalhães foram conferir de perto a festa. Com muita animação - e muito papo para colocar em dia, especialmente depois de tantos anos de televisão - a festa foi descontração pura. Maria PadilhaNathalia Timberg (que interpreta Bernarda na trama das 9 de Walcyr Carrasco)
O programa trará nomes como Glória MenezesFernanda MontenegroRegina Duarte,Marieta Severo e Glória Pires, que vão abrir o jogo no programa sobre tantas personagens marcantes, relembrando e revelando curiosidades tanto à frente como por trás das câmeras. E um detalhe: todas possuem mais de 40 anos de carreira. O programa estreia no dia 28 de agosto, às 21h.

http://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2013/08/betty-faria-eva-wilma-e-mais-veteranas-se-reunem-em-festa-de-programa.html

Damas da TV é exibido pelo canal Viva, lembrando os 50 anos das telenovelas diárias (Mariana Vianna/Divulgação )Damas da TV no evento de lançamento do programa (Foto: Mariana Viana)Nathalia Timberg, Hermes Frederico e Eva Wilma (Foto: Mariana Viana)