sexta-feira, 10 de novembro de 2017


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Eva Wilma se prepara para 'estrear' como cantora em show idealizado pelo filho Johnnie Beat

Eva Wilma se prepara para 'estrear' como cantora em show idealizado pelo filho Johnnie Beat

Ao G1, a atriz confessa que não gosta de assistir as novelas nas quais atua e comenta mudanças nas tramas e possível retorno à TV: 'Se me convidarem, volto correndo'.

Por Marília Neves, G1
 

Eva Wilma com  Johnnie Beat, Heloá Holanda e William Paiva, do elenco de “Crise, que crise?” (Foto: Reprodução/Instagram)Eva Wilma com  Johnnie Beat, Heloá Holanda e William Paiva, do elenco de “Crise, que crise?” (Foto: Reprodução/Instagram)
Eva Wilma com Johnnie Beat, Heloá Holanda e William Paiva, do elenco de “Crise, que crise?” (Foto: Reprodução/Instagram)
Eva Wilma é uma artista completa, com os três pilares bem alinhados. Começou a careira como bailarina, depois se destacou como atriz, em clássicos do palco e da TV brasileira, e tem formação musical.
Nesse último quesito, Eva, com 83 anos, fará uma rara atuação e soltará a voz no show “Crise, que crise?”, idealizado por Johnnie Beat, cantor, compositor e filho da atriz.
Não é a primeira vez que Eva canta. “Fiz o musical ‘Oh! Que Delícia de Guerra’, nos anos 1970 no Rio. Mas a música sempre esteve na minha formação”.
“Tive o privilégio de, na terceira infância, ter aulas com a Inezita Barroso. A música fez parte da minha formação escolar e familiar. Meus pais eram muito musicais. Em casa, gostávamos de nos revezar no piano”.
Bom, com uma mestra como a Inezita e tendo a música inserida naturalmente em seu dia a dia familiar, Eva deve estar tranquila para subir ao palco neste novo trabalho. Certo?
“Não é bem assim. A gente está ensaiando bastante. No banheiro, a gente até canta, mas estou fazendo aula todos os dias”.
Eva vai participar do primeiro show, nesta quinta-feira (2), no Teatro Safra, em São Paulo, e sempre que possível fará participações especiais.
“Na medida do possível, estarei com eles. Porque estou retornando para um trabalho na TV”.

Projetos para a TV

O trabalho citado pela atriz é o seriado “Os experientes”, parceria da O2 com a Globo. As gravações começam em dezembro. “Li, gostei e vou participar”.
E embora haja comentários de que a atriz estaria em “O sétimo Guardião”, novela prevista para 2019 no horário das 21h, Eva até que torce para ser verdade, mas ainda não recebeu nenhum convite.
“Não me convidaram, não estou sabendo desse boato. De quem é (a novela)?”, pergunta a atriz.
“Ah, Aguinaldo! Então é comigo mesmo! Depois de ‘A Indomada’ e ‘Pedra sobre Pedra’... Adoro a linguagem dele, é uma parceria muito boa mesmo. Ainda não me convidaram. Mas se me convidarem, volto correndo”.
Eva Wilma como Fábia, de 'Verdades Secretas' (Foto: Globo/João Miguel Júnior)Eva Wilma como Fábia, de 'Verdades Secretas' (Foto: Globo/João Miguel Júnior)
Eva Wilma como Fábia, de 'Verdades Secretas' (Foto: Globo/João Miguel Júnior)

Mudanças nas telenovelas

Eva tem dezenas de trabalhos em seu currículo. Não sabe o número ao certo.
“Preciso olhar o currículo, porque são 64 anos de trabalhos na TV, no teatro e no cinema”.
E ao longo dessas seis décadas, muito se modificou no jeito de se fazer novelas. Até mesmo na inserção de temas mais polêmicos na trama, bem mais conectados com a realidade do que os enredos focados em pura ficção.
“Em meus dois últimos personagens – em ‘Verdades Secretas’, na TV, e em ‘O que terá acontecido a Baby Jane?’, no teatro -- eu fiz uma alcoólatra. Brinco que estou me especializando”.
“Há uns dois anos, tive receio que excesso de tecnologia prejudicasse dramaturgia. Não tenho mais esse receio. A tecnologia está valorizando a dramaturgia. Mas a profundidade dos temas polêmicos é uma questão de cada autor”.
Ou então de horário. As novelas das 18h, por exemplo, costumam focar mais em temas históricos ou contos, enquanto as tramas das 21h trazem temas mais polêmicos e inspirados na vida real.
“Eu tenho encantamento com novela das 18h. ‘Novo Mundo’ foi fantástico. E a atual (‘Tempo de Amar’) também. É a velha maneira de contar história. A história na dramaturgia continua sendo importante”.
E você só acompanha a novela das seis ou é do tipo noveleira, Eva?
“À medida que posso, gosto de acompanhar. Só não gosto de ver quando eu estou. Me acho péssima”. Aos risos, ela confessa que sempre acha que podia ter feito a cena de forma diferente.
E após tantos anos de dramaturgia, ainda tem um personagem que sonha em fazer?
“Ultimamente, eu gostaria de cantar. Por isso, estou cantando um pouco nesse trabalho. A formação do ator tem a ver com cantar, dançar e representar. E a essa altura, a gente não pode dizer o que vai ser. A gente faz o que vier”.
Eva Wilma ensaia com Johnnie Beat, Heloá Holanda, William Paiva e músicos do show “Crise, que crise?” (Foto: Divulgação)Eva Wilma ensaia com Johnnie Beat, Heloá Holanda, William Paiva e músicos do show “Crise, que crise?” (Foto: Divulgação)
Eva Wilma ensaia com Johnnie Beat, Heloá Holanda, William Paiva e músicos do show “Crise, que crise?” (Foto: Divulgação)

Aos 83 anos, Eva Wilma se prepara para novo desafio….

Aos 83 anos, Eva Wilma se prepara para novo desafio…. Ela conta tudo ao Glamurama

Eva Wilma || Créditos: Divulgação/Felipe Andriolo
Eva Wilma sobe ao palco do Teatro J. Safra, em São Paulo, nesta quinta-feira, mas não atuará. Glamurama explica. Aos 83 anos, ela encara um novo desafio na carreira: a estreia como cantora. O début acontece como uma participação especial no show “Crise, Que Crise”, projeto musical concebido por Johnnie Beat que vem a ser filho de Eva Wilma. O  espetáculo reúne, além de Johnny, os cantores Heloá Holanda, semifinalista do “X Factor”, e William Paiva. A atriz faz uma participação especial soltando a voz em “Uirapuru” – uma homenagem a Inezita Barroso, sua primeira professora de canto -,  “Felicidade”, de Lupicínio Rodrigues, e “Trenzinho do Caipira”, de Villa Lobos.
Sobre sua estreia como cantora, Eva falou com exclusividade ao Glamurama:”Pra mim é um desafio grande participar de um trabalho com sete músicos. Minha formação musical do passado me estimulou muito a aceitar o convite. Estou feliz e entusiasmada, e na expectativa de que o publico goste.”
E a data não poderia ser mais especial. Em toda sua carreira, são quase 65 anos na ativa, participou de apenas de um musical: “Oh, Que Delícia de Guerra”, em 1967. Mas nunca deixou de lado suas aulas de cantos e de dança. “Sempre achei que o ator tem que saber dançar, cantar e representar. Gosto muito de cantar.”
Aproveitamos a oportunidade para perguntar o que ela acha da nova geração de atores que vem despontando por aí. “Acho que eles vem com vontade de acertar e eu tenho vontade de ajudá-los nessa missão. Quando estamos em gravações trocamos muitas figurinhas. Dos atuais, destaco Silvério Pereira, o Nonato de “A Força do Querer”. Ele é um ator maravilhoso. Além dele, há muitos outros jovens com histórico teatral muito bom, que me deixa realmente entusiasmada”
Eva também acompanha de perto as novelas atuais e revela sua preferência pelas das 6. “Essa que está em cartaz, ‘Tempo de Amar’, é muito boa.” E se nega a fazer um comparativo entre as novelas de décadas passadas e as atuais: “Sempre digo que novela é como contar uma história. Quando a história é boa, a gente não quer que acabe.”
Seu papel inesquecível? “Geralmente o público indica “Mulheres de Areia” e “A Indomada”. Para mim, sempre será o próximo. Mas respeito a opinião do publico e concordo. Fazer as gêmeas Ruth e Raquel, na versão original de Mulheres de Areia (1973), e Altiva, em “A Indomada”, foi muito divertido.” Sobre censura, que voltou a ser pauta no mundo artístico, ela dispara: “Sou a favor da liberdade de expressão, sempre fui, desde a época da ditadura, e esse posicionamento continua.”
Hoje, Eva Wilma tem uma rotina ativa porém tranquila. É dona de casa, lê muito, adora receber a família, passar o tempo com seus cinco netos, mas sem abrir mão da agenda profissional. Atende a entrevistas, vai a ensaios, se reúne com agentes e tudo o mais que permeia a vida de uma estrela. Apesar de não se fazer presente nas redes sociais, está sempre conectada. “Tenho iPhone e uso bastante Whats App e e-mail. Os outros recursos procuro aprender cada vez vez mais.”
Após sua breve estreia como cantora, já engata novo projeto: uma minissérie de quatro episódios feita pela Globo em parceria com a O2. “Gostei e logo aceitei. Começamos a gravar em dezembro”, adianta ela, sem revelar o nome nem quando vai estrear.
Eva Wilma entre Heloá Holanda, William Paiva e Johnnie Beat || Créditos: Divulgação